Cadeia V0: um ciclo de sucesso da ICP-Brasil

02/12/2011

 

Nesta quarta-feira, 30 de novembro de 2011, às 21h59 do horário brasileiro de verão, a cadeia de certificação V0 expirou, fato que merece destaque por se tratar do encerramento da primeira versão a ser utilizada na gestão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Uma cadeia de certificação é o elo entre a Autoridade Certificadora (AC) e o portador do certificado digital, neste caso o usuário final.

 

Na opinião do diretor de Auditoria, Fiscalização e Normalização do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Pedro Paulo Lemos Machado, simboliza o êxito alcançado na primeira década da ICP-Brasil.

 

“Foi a partir dessa cadeia que iniciamos o desenvolvimento da ICP-Brasil, bem como das versões que existem atualmente, V1, V2 e V3. Se tivermos que determinar um marco histórico para analisar o êxito de todos os trabalhos realizados até aqui pelo corpo técnico do ITI, encontraremos na cadeia V0 a primeira grande evidência de que a ICP-Brasil é uma estrutura sólida e que a presunção da validade jurídica, a possibilidade de trabalhar com códigos abertos, a auditabilidade e a interoperabilidade, premissas da certificação digital, surgiram a partir da V0. Trata-se de uma “criptogênese” da certificação digital ICP-Brasil”, destacou Machado.

 

Para o diretor da Infraestrutura de Chaves Públicas do ITI, Maurício Coelho, os desafios que surgiram a partir da utilização da cadeia V.0 impulsionaram o corpo técnico do ITI a trabalhar na implementação tecnológica e administrativa das versões subsequentes.

 

“No projeto João de Barro foram firmadas parcerias com o Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Rede Nacional de Pesquisa (RNP), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC) da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Cada entidade desempenhou um papel na construção das novas cadeias de certificação totalmente desenvolvidas com tecnologia nacional. Os desdobramentos vão desde a emissão do segundo certificado da Autoridade Certificadora Raiz (AC-Raiz) a partir da cadeia seguinte, a V1, até o aprimoramento de todo o sistema nacional de certificação digital”, enfatizou Coelho.

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